www.divulga-se.01br.com/cordel Terça-feira, 07 de setembro de 2010
José Rodrigues de Oliveira.
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INSTITUCIONAL - Histórico
O HOMEM O DESTINO E O MENINO

Seu pai morreu, ele tinha só dez anos,
Sua mãe faleceu um ano após,
Vejam bem, que destino, sorte atroz
No horizonte apareciam desenganos.

No seu caminho gente boa encontrou
Que o tratou com carinho e com desvelo,
Vendeu cocada, aguardente sem selo,
Correu do guarda pois também foi camelô.

Não era burro, mesmo assim deu quixotada,
Tinha fome, por isso não estudou,
E do estudo não conhecia o valor,
Ganhou dinheiro no brado cabo da enxada.

Um filho seu com desdém lhe perguntou,
Quando já trinta anos ele vivia,
Se estudar é bom, como dizia,
Por que razão meu pai não estudou?

No momento sua face enrubesceu
E não sei que desculpa apresentou
Com um nó na garganta confessa que chorou
E mentalmente, a Deus agradeceu.

Daí pra frente, estudou sem se conter,
Primeiro grau, científico, faculdade,
E hoje busca ter felicidade
Nas lições que inda pode receber.

Obrigado, meu filho, pela censura,
E a inocência de tua inquirição,
Para ti, a Deus peço benção,
Ao mesmo Deus que adoçou minha amargura.


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